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Rodrigo Paiva condena ação da Prefeitura contra ambulantes

Quem foi passear pela Praça do Papa nesse domingo (08) notou uma brutal diferença no cenário do cartão postal: não havia as tradicionais barraquinhas de alimentos e água de coco. Vários vídeos que circulam pelas redes sociais mostram o desespero dos comerciantes que tiveram a mercadoria apreendida pela Guarda Municipal no sábado. Indignado com a arbitrariedade, Rodrigo Paiva foi conferir a situação dos vendedores que foram impedidos de trabalhar pela Prefeitura.

A vendedora Renata, reclamou com o candidato do Novo à PBH que a ação foi ilegal: “A guarda municipal esteve aqui, a mando da prefeitura que recolheu toda a mercadoria, falando que tava todo mundo ilegal, sendo que temos alvará pra trabalhar. O Célio Silva, que é chefe da Guarda Municipal, esteve aqui e recolheu toda a nossa mercadoria, isso causa indignação na gente.”

Os vendedores ambulantes precisam de licença da Prefeitura para trabalhar regularmente. E nem todas as licenças estão ativas, porque o atendimento presencial do BH Resolve foi paralisado durante a pandemia e os prazos, segundo ela, foram prorrogados até dezembro. Além de ter a mercadoria apreendida, os comerciantes podem ser multados em até R$ 2.034.

Para a vendedora de coco, o prejuízo é enorme porque, além de tirar sua única fonte de renda, para ela é inviável retirar a mercadoria apreendida. O valor que ela terá de pagar é calculado pelo quilo. E, como a fruta é muito pesada, sai mais caro para liberar do que ela pagou pela mercadoria.

Rodrigo Paiva condenou a ação da Prefeitura e disse que vai fazer uma gestão amiga do empreendedor, porque entende a situação difícil da economia que vai demorar para se recuperar, depois que a cidade ficou fechada por muitos meses. “O novo prefeito de BH vai enfrentar enormes desafios para a ajudar a população. Milhares de pessoas estão desempregadas e muitos negócios que geravam emprego e renda fecharam. Eu vou revogar normas e suspender alvarás para quem quer empreender.” – finalizou.

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