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Rodrigo Paiva defende a integração dos protocolos entre Guarda Civil, Polícias Civil e Militar 

A falta de infraestrutura e os baixos índices de desenvolvimento humano favorecem a ação de traficantes e criminosos e o crescimento da violência, disse Rodrigo Paiva no bairro Jardim Felicidade, nessa terça-feira (03), quando foi conhecer uma das unidades do Centro de Prevenção e Criminalidade do Governo do Estado.

O local onde está o bairro pertencia a uma antiga fazenda – uma das muitas que existiam em boa parte da Região Norte de BH, bem antes até da construção da cidade. A ocupação se deu de forma desordenada: as casas eram precárias e não havia serviços básicos. Enchentes e desabamentos faziam parte da rotina dos moradores na região E, a partir da década de 1970, o poder público criou muitos conjuntos habitacionais, como o Jardim Felicidade. Mas as condições de vida da população eram precárias, com a falta de serviços básicos, como redes de água e esgoto. E, com indicadores de grande vulnerabilidade social, ao longo dos anos, a região registrou altos índices de criminalidade e violência.

Rodrigo Paiva avaliou que parte do desafio de resolver esses problemas é combinar geração de emprego e renda para criar oportunidades para as famílias, qualificação e engajamento dos jovens pobres das periferias. “Temos de intervir antes que os crimes aconteçam. E acho que a Guarda Municipal, estando mais perto da comunidade, pode ajudar fortemente nessa ação preventiva.”

No Centro de Prevenção da criminalidade funcionam dois serviços: o Fica Vivo e a Mediação de Conflitos. O primeiro atua na prevenção e na redução de homicídios dolosos de adolescentes e jovens de 12 a 24 anos. Eles participam de oficinas de lazer, cultura com oficineiros da comunidade, que promovem a integração na comunidade, com visitas a Museus, organização de bailes, grafitagem, informática, esportes. Os analistas sociais atuam como mediadores para ajudar a realizar projetos idealizados pelos jovens e ainda ajudam no encaminhamento para o trabalho, sempre dialogando com a comunidade.

Já o programa de Mediação de Conflitos trabalha para solucionar conflitos coletivos ou individuais – até de direito do consumidor, como Rodrigo Paiva viu enquanto estava no local. O CPC também atende casos de violência contra mulheres, idosos ou de jovens que se sentem ameaçados, em parceria com escolas, postos de saúde e redes de acolhimento. “É um espaço em que as pessoas possam se escutar”, explica Fernanda Oliveira, analista social do programa. Ela conta que, com a pandemia, cresceram os casos de violência doméstica, porque muitas mulheres, principalmente, foram obrigadas a ficar em casa por causa das medidas restritivas da pandemia.

Rodrigo Paiva gostou do projeto do Governo de Minas e manifestou sua intenção de ampliar em BH esse tipo de atendimento que hoje está restrito a 11 comunidades em BH: Jardim Leblon, Conjunto Felicidade, Cabana, Pedreira Prado Lopes, Vilas Cemig e Pinho, Morro das Pedras, Ribeiro de Abreu, Taquaril, Santa Lúcia e Serra.

Paiva afirmou que a mudança do quadro de violência depende de políticas de segurança e sociais, com a oferta de serviços públicos de qualidade, como escolas, transporte púbico, postos de saúde e a inclusão de jovens: “ Vou criar oportunidades, ações sociais e esportivas voltadas aos jovens para evitar que eles ingressem na criminalidade. Vamos oferecer educação de qualidade, com professores treinados, cursos de programação, inglês, empreendedorismo no contra turno e também escolinhas de esportes como futebol, vôlei, basquete, para a formação de novos atletas – tudo em parceria com a iniciativa privada.” -declarou.

Entre suas propostas para a segurança pública, Paiva tem a proposta de integrar a Prefeitura às forças de segurança do Estado: “Vamos usar tecnologia para integrar os bancos de dados da Prefeitura e das polícias, para tornar o trabalho preventivo e de investigação mais eficiente. Queremos uma atuação conjunta das forças de segurança – polícias civil, militar e a guarda civil -, com a integração de protocolos. E, nas ruas, vamos aproveitar as câmeras para fazer a identificação visual de suspeitos para prevenir crimes e para deixar a ação da polícia mais rápida e eficiente.”

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