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Rodrigo Paiva propõe parcerias para atendimentos de especialidades

A declaração do candidato à Prefeitura de Belo Horizonte pelo NOVO, Rodrigo Paiva, foi feita durante a visita do Hospital São Francisco, no Bairro Concórdia, na Região Nordeste de BH, nesta segunda-feira (09).
A Fundação Hospitalar São Francisco de Assis é filantrópica e tem atendimento 100% direcionado aos pacientes do Sistema Único de Saúde. O primeiro centro da instituição em funcionamento fica no bairro Concórdia. E, desde, 2012, a Fundação assumiu o antigo Hospital São Bento, que estava fechado. A unidade Santa Lúcia, localizada na região Centro-Sul é referência no país no atendimento ortopédico de pacientes do SUS e realiza, por mês, em média, 700 internações, 550 cirurgias e 2.500 consultas. As duas unidades somam 327 leitos – 52 deles destinados ao CTI. E mais de 1.300 colaboradores, que prestam serviços hospitalares e cirúrgicos de alta, média e baixa complexidade, em 33 especialidades.
A Fundação atua com a maior capacidade de toda a sua história, nas duas unidades. E mais da metade do atendimento é de pacientes carentes de cidades do interior que buscam tratamento especializado na capital. Só neste ano, os dois hospitais atenderam pacientes de 483 municípios mineiros, suprindo grande parte da demanda na área da saúde do Estado.
O Hospital São Francisco de Assis foi criado em 1935, por iniciativa da Sociedade São Vicente de Paulo para atender a população carente. Mais tarde, a administração foi passada a uma corporação de médicos católicos, que, após décadas de gestão, acumulou dívidas que chegavam a R$ 70 milhões. E, em 2009, o Tribunal Regional do Trabalho nomeou interventores e a Fundação assumiu a gestão. E os desafios enfrentados pelo hospital refletem a situação de todos os hospitais filantrópicos do Estado: a tabela do Sus paga 60% do valor do serviço, o que inviabiliza a sobrevivência das instituições.
Para garantir os recursos para manter e ampliar atividades, projetos e estrutura física, a Fundação faz um trabalho de captação de recursos por meio de verbas suplementares, doações e parcerias com grupos sociais, pessoas físicas e jurídicas, além de ações sociais com envolvimento de vários colaboradores e toda a comunidade como a Campanha Coração de Lacre, São Chico Cultural, Caminhada Solidária, Bazar do Bem, Bingo Solidário, Campanha do Cobertor, de Papel A4 e de Fraldas Geriátricas.
O hospital tem agora a proposta de ampliar o atendimento, criando centros de especialidades em parceria com o poder público, segundo o superintendente geral Hélder Yancous. E Rodrigo Paiva abraçou a ideia, que se encaixa em suas propostas para a Prefeitura de BH, de fazer parcerias com hospitais particulares para acabar com a fila de espera por consultas especializadas, que podem demorar até dois anos. E, com a pandemia, a fila de cirurgias eletivas também aumentou consideravelmente, porque a maioria dos leitos foram destinados a pacientes da Covid-19. As soluções das parcerias com hospitais privados podem ajudar a resolver esse represamento de casos.
Paiva também falou sobre seu projeto de usar tecnologia para melhorar esse cenário de caos na saúde. Segundo Rodrigo Paiva, a pandemia provou que o teletrabalho, o ensino à distância, a telessaúde são muito viáveis e vieram para ficar. “Queremos que o cidadão possa marcar consultas e exames, de forma simples, com um aplicativo, tudo na palma da mão. Depois de um primeiro atendimento presencial, as consultas para monitoramento dos casos podem ser, sim, pela internet. A tele consultoria também pode ajudar a reduzir a fila de espera por consultas com especialistas: um médico generalista ou clínico geral pode conversar com um especialista, durante uma consulta, para orientar um paciente em casos mais simples ou para um encaminhamento direto, se houver necessidade.“
O candidato do NOVO apresentou sua proposta de ampliar o atendimento à população, usando modelos de parceria com a iniciativa privada, que já funcionam em outras cidades, como São Paulo, que oferece atendimento em instituições particulares em horários de menor movimento delas, à noite, por exemplo, com consultas médicas e exames.
Além disso, Rodrigo Paiva destacou que quer fazer uma gestão mais enxuta: “A primeira coisa a fazer é melhorar a gestão de recursos e pessoas, para tornar o sistema mais eficiente e enxuto. Eu fiz isso como presidente da Prodemge e a empresa que dava prejuízos há mais de uma década deu lucro e pude até pagar bônus aos funcionários. Não vai ter privilégio para ninguém. Quem trabalhar bem, vai ser reconhecido. E quero qualificar as equipes e valorizar os profissionais pelo seu mérito.“

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